terça-feira, 12 de novembro de 2013
Sombras
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Montanha Voadora
Vento uiva.
Vontade, medo.
Ir, ficar.
Montanha!
Raíz t’agarra:
árvore ficas.
Folha livre:
voando t’encontras.
Terra, tronco:
no que fica, és
…na que parte, serás
Luis Novais
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Sôbelo
Sôbelo rio que corre
por ocidente m’achei ,
onde correndo chorei.
Raízes duas,
frutos três.
De glórias passadas,
desterros presentes.
De riso, choro;
sôbelo rio,
alegria que foi
lágrima qu'é.
Presença d’antes,
saudade d’agora:
Sôbelo rio
qu’ocidente
mais além
o sal me leva.
Fel salgado nascido,
em doce chegado.
Assim se viv’em sombra
qu’Homem julga verdade.
Dia porqu’escrito,
noite porqu'irreal.
E sôbelo rio vi correr
tanta verdade sem ser,
tanto dor verdadeira.
Oscilante desce
inglório rio vão,
tal justiça buscando.
Desequilíbrio constante
d’equilíbrio ilusório:
justo se fingindo,
querendo luz
sendo sombra.
E eu sem ser,
sôbelo rio que corre,
em sal chegarei.
Sente-me Sião!
Desprometida terra:
Desprometida terra:
raízes, duas;
frutos, três.
Luz, é luz;
Sombra também:
desterro.
Luís Novais
terça-feira, 2 de julho de 2013
ÉDIPO REI em LIMA
Por que choras, menina
entrando na combi veloz?
“Choro que sinto sem saber
o que sabes sem sentir.
Tu que és,
eu que estou.
Dói-te ideia,
dói-me carne.
Dói-te que vês,
dói-me que vivo.
Dóis -me tu:
quem sabe sem sentir,
não sabe, nem sente.
E assim me vou:
chorando na combi veloz.
E assim te ficas:
perdido em cega ciência.
Pisas terra, tu;
navego lágrimas, eu”
quarta-feira, 26 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
JIRÓN INCA, FRENTE AO TRIPLE
Vejo aquele cachorro.
Fareja lixos,
banquetes seus.
Ser humano, é vocação.
Não lho reconhecem;
Esses:
humanos caninos.
E ele:
paga igual.
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