terça-feira, 6 de outubro de 2020

FOMOS ROMEIROS

 

Tão  ténue
viver
Hoje
como sorte
d’azar d’Ontem.
Azar é ser:
Destino
total e descontrolado.
Azar é ser
sorte da nada.
O destino d’ontem,
no passado d’hoje,
no ontem d’agora!
Somos nada, nada
crendo ser.
E somos tudo, tudo
o que cremos ter querido.
Nem querido, nem crido:
apenas azar d’ontem
em sorte d’hoje.
Nada somos, nada,
no chão que pisamos;
indo além, muito além
em sonho que sonhamos.
Nos ontens que choramos
amanhãs que cantaram.
Não há futuro futurado.
"Ecce homo":
Tudo acontece!


Fomos Romeiros!
…alem de Ninguém.

 
LN

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